Blog de Jessé Borges


Pedras que matam!!

 

 João tem um relato super interessante na “guerra” que Jesus travava contra os religiosos e a perniciosidade do uso da lei. O v.2 diz que de madrugada estava no templo pra ensinar. O horário chama a atenção mas parece que era comum tal prática, já que o povo tava lá para ouvi-lo. Entretanto,  no v.3 dá-se inicio a um episódio com profundas lições extraídas desse duelo do evangelho de Cristo versos a lei judaica; os religiosos da lei trouxeram perante Jesus uma mulher  que, segundo estes, fora flagrada em adultério. Ora, madrugada, aquela mulher com certeza estava satisfazendo sexualmente alguém, porém é só ela quem é trazida. A religião fez daqueles homens e os de hoje gente capaz de distinquir o erro alheio, independente da condição pessoal, pelo simples e relevante fato de a lei ter sido quebrada, a norma ter sido transgredida! Eis ai um grande equívoco da lei atacada por Jesus; o conceito sobre pecado! Isto é esclarecido por Jesus, quando, após insistirem pra que se pronunciasse sobre a situação da mulher acusada pela lei, o Mestre questiona quem estava isento de pecado dentre os seus acusadores? Quem dentre vocês não terá quebrado um só principio de uma qualquer norma estabelecida? Ou seja, a lei é incapaz de distinguir o fato de estar toda a raça humana nivelada na mesma condição de incapacidade de não errar!  Esse é o primeiro papel do ensino de Cristo contrario à vida religiosa, isto é, o evangelho de Jesus nivela a todas as pessoas como dependentes do olhar misericordioso de Deus. Essa questão é odiada pela religião pois ela

tenta usurpar de Cristo e a novidade do seu evangelho, o elemento nivelador que ele se constitui. Para que pudesse controlar as pessoas, a lei categorizou o pecado, ou seja, classificou o pecado por suas consequencias, aprofundando o juízo quando se tratava da sexualidade. Jesus, abertamente, não deixou-se intimidar pela visão cruel da lei, tratando o pecado como elemento desequilibrador das relações entre os homens, não distinquindo-o pela forma ou consequencia, mas pela sua capacidade de obstruir um relacionamento. A lei trazia atitudes pedagógicas a partir da sua acusação, como se o erro alheio pudesse endireitar o outro. A mulher em questão, por exemplo, foi colocada no “meio de todos” diz o texto (v.3), uma prática da acusação.Tal perversidade costuma acompanhar um cinismo clássico dos religiosos acusadores, pois seus pecados pessoais nessa hora lhes sobe a mente, porém o que se pode ver é a rubresa dos semblantes impassivos diante da acusada. Jesus discortina essa maldade da lei, ao desafiar os algozes a desferir a primeira pedra, aquele cujo a mente não estivesse sendo acusado pela condição semelhante da mulher, ainda que não na mesma prática. Daí estabelece Cristo o amor como o elemento que melhor trata o pecado ou qualquer desvio na relação entre os homens; por amor a condição de vida daquela mulher, e porque não dizer, daqueles homens na prática de uma vida de artificialidade, é atingida! Cristo finca o AMOR como único juíz! Por amor, a mulher e os presentes, são desafiados a examinar suas condições de relacionamento com os seus próximos; por amor, a capacidade de julgar, condenar e matar inerente a lei, dá lugar à oportunidade, a reflexão, a reconciliação. Por amor, a cena armada pra humilhar e ferir, é transformada no cenário da verdadeira vitória nas relações entre os homens, a saber, o perdão!! A lei é fria e cruel, pois não leva em conta que ignorar que somos todos limitados é desiquilibrar os relacionamentos! Há quem possa suportar não comer dois dias, porém outro, por motivos justos e diversos, não conseguem!  Por amor ao próximo e a vida, quem suporta não comer não é maior ou melhor que o que não suporta, mas ambos são nivelados pela incapacidade de serem iguais!! Que lindo papel o evangelho de Jesus veio estabelecer! A religião nunca suportou tal princípio, e mesmo de maneira fraudulenta, usando o nome do Cristo, homens perversos usando a liderança das religiões, em todo tempo, buscam subtrair da beleza do ensino de Jesus, a  simplória capacidade de amar, por ser o meu próximo igual a mim, na essencia e composição! A lei e a religião são como cavalo e o freio na sua boca. Jesus e seu amor está para a humanidade como a única relação capaz de proporcionar o acordo! É possível imaginar a cena daqueles homens abrindo suas mãos e deixando cair as pedras da morte, e voltando para a reflexão de suas vidas, descobrindo o quanto de mal a religião promovia através da prática ignorante de seus princípios! Quem sabe, voltando ao abraço da esposa traida, aos braços dos filhos agredidos, ao cumprimento do vizinho xingado, ao pedido de perdão aquele que houvera agredido na rua, enfim, um só principio do amor do evangelho, quantos beneficios trouxera àquela cena!!! Não só a mulher é atingida pela misericórdia e amor de Jesus, mas aqueles homens acusadores e a platéia que já pela madrugada tem a oportunidade de abrir mão de toda forma de juízo e dar um passo objetivo para restabelecimento dos relacionamento com base no amor!!    (João 8:1-11)

 

JESSÉ BORGES



 Escrito por jesse borges às 19h34 [] [envie esta mensagem] []






Quem me tocou???


      Mas Jesus disse: "Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder".  (Luc 8:46)

 

A maravilhosa liberdade de se viver o conhecimento de Cristo, nos permite perceber a profundidade de tão lindo quadro de Jesus livrando uma senhora de tantos anos de sofrimento.

Tocar em Cristo, isto é, atingi-Lo como ele realmente é, seja por conhecimento ou puro ato de fé, além de ser algo pessoalmente rejuvenescedor para a vida, é algo que sinaliza a presença curadora do amor!!! 

Agora entendo o porquê Jesus ter dito, "nem todo que diz Senhor, entra no meu Reino", pois envolver-se com Ele é encharcar-se do amor na sua extensão!!! 

Uma grande maioria gananciosa e enganada pela religião, apesar de se dizerem seguidoras de Cristo, não trazem o amor como sinal evidente de que "tocou" em Jesus. São rigorosos nos seus juízos, rígidos numa pseuda moralidade e inflexíveis nos seus credos, convencendo por terror, medo e submissão à um "evangelho" sem Cristo, sem amor e sem vida!

Que espantoso quadro do amor, ver o Mestre bradando em alta voz, senti que fiz bem a alguém, e este alguém  não estar entre os muitos daqueles que O estão apertando, dando tapinhas nas suas costas, ou O  bajulando... mas, do nada, surge a figura de alguém desprezível, marcado pela dor e a marginalização, e, humildemente,  confessa ter sido alvo do amor curador dele! 

No verdadeiro ensino sobre a vida, Jesus nos deixa ver que poder ou virtude é a manifestação sobrenatural e saradora do amor!!! 

A fé, isto é, a aposta humana na abrangência do amor de Deus presente em Cristo, nos possibilita compreender o que Jesus pregou como salvação ao dizer no final do dialogo com aquela mulher: "a tua fé te salvou"!

Religiões, instituições, credos e confissões, jamais alcançarão a complexidade pessoal e intransferível do amor salvador revelado no Cristo das ruas, o Cristo das gentes, o Cristo dos pobres e miseráveis!!! 

Sinais inconfundíveis dos que tocaram na Verdade e na Vida tem acompanhado milhares de gente boa de Deus e fazendo a alegria e bem estar de outros tantos por onde passam, marcando inequivocamente, a clara da presença do Reino do Amor ativo entre nós!

Entretanto, os espaços religiosos estão cheios, os altares banhados de lágrimas e confissões, os cânticos dos adoradores dão a nota do culto ao indivíduo e ao ego, enquanto os líderes, confortavelmente, recebem o pagamento dos seus manipuladores brados de terror e ameaças, numa prática publica de um cristianismo pagão!

Quem o conhece, quem o toca, "do seu interior fluirão rios de águas viva!" ... amor, somente amor!

 

Jessé Borges



 Escrito por jesse borges às 16h26 [] [envie esta mensagem] []






DESVIADOS!!!! QUEM SERIA????

Quando olho para a vida de Cristo, seu amor e carinho pelas mulheres, as crianças, patrões, servos, escravos, livres, fiscais, enfim, a todos indiscriminadamente, sou profundamente levado a crer e admitir que o PROJETO DE DEUS revelado em Jesus era a instalação do Reino do Amor, pura e simplesmente! Nem Roma e sua tirania, nem a avidez judaica de libertação, O fizeram desviar o olhar de sua MISSÃO: implantar o AMOR na terra...amar o inimigo, ao que fere, ao que calunia, ao que quer tirar a camisa, deixa levar também a calça...SUBTRAÇÃO É A OPERAÇÃO CHAVE PARA O SUCESSO DO REINO QUE ACABOU DE FUNDAR... "quem perde, ganha" , seu chavão encharcado de amor e do convite maravilhoso: EU SOU O CAMINHO!

Porém, quando olho para a vida do Cristianismo que me legaram, dois mil anos depois, não consigo achar o ESPÍRITO DO CRISTO e do seu Reino! Opostamente a tudo que ele propôs como livre estilo de vida, o Cristianismo me legou GUERRAS, ATROCIDADES, MORTES, DIVISÕES, ÓDIO, DISCRIMANAÇÕES, e outras tantas malignidades, tenho a sensação de ouvir um ruidoso convite a um ATALHO de catastrófico destino!

Assim, não tenho como não perguntar: Quem desviou do quê? Quem são os desviados?

"fui achado por aqueles que não perguntavam por mim" Jesus

É para meditar e tomar sua decisão, enquanto podes!!!!

Jessé Borges 

Desviados?! Quem?



 Escrito por jesse borges às 13h51 [] [envie esta mensagem] []






o diabo da História

“Deus” como tema é o diabo da História!

Sim! Porque em nome do diabo nunca se guerreou, nem se tomou reinos, ou tribos ou qualquer coisa. Porém, seja pela via da ação pagã mais primitiva, ou mediante a ação cristã mais que pagã, a História testemunha que todas as calamidades não naturais, tiveram no tema “Deus” suas justificativas ou seus álibis de morte, domínio, homicídio, inquisição, tortura, chacina, espoliação de bens, terras e recursos; assim como a destruição das culturas encontradas, as quais foram e são substituídas pela cultura do “Deus tema”, a qual mata mais que qualquer outra força histórica.

Desse modo, pelas evidencias da História, não há como não dizer [concordando com Baudelaire] que “se há um ‘deus’ é o diabo”.

Esse “Deus” dos temas da morte nada tem a ver com Jesus. Pode ser “cristão”, pode ser o pai do “Cristianismo”, pode ser o Deus dos “iluminados ocidentais” que construíram o presente mundo em chamas — todavia, mesmo assim, ou, justamente por tais razões, “ele” é o diabo.

Fica impossível pensar que o ladrão vem para matar, roubar e destruir [em contrapartida Jesus veio para dar vida, e vida em abundancia] — e não pensar que esse “Deus” das guerras, das verdades que matam, do reino que esmaga e destrói, das conquistas que roubam tesouros, que destroem vidas, acervos e culturas..., e não ver que tais ações, em nome de “tal Deus”, foram e são obra do diabo.

O diabo é o grande pai das ações feitas “em nome de Deus” e que só acontecem para matar, roubar, destruir, julgar, culpar, amargurar, enviuvar, criar órfãos, dizimar povos, aniquilar pessoinhas ingênuas; e gerar o “Cristianismo”, que é uma potestade criada nos porões da Roma Imperial, e que se mantém cada vez mais viva como poder de ódio e discriminação, apesar da chamada Era Pós Cristã.

Assim, quem quer que queira servir ao diabo faça de “Deus” o tema das batalhas!

Digo isto com toda responsabilidade [e aqui no site já disse coisas bem mais fortes sobre o assunto]; e o digo sem medo de equivoco; pois, tanto a Palavra me diz que estou certo, como também a História dá horrível testemunho acerca dessa minha certeza.

Deus sem Jesus é o diabo dos povos!

E “Jesus” sem Evangelho é o demônio mais disfarçado que o diabo já viu ser criado; isso para não falar que no processo humano da “criação do Deus cristão”, quem animava tais arquiteturas e modelamentos era o próprio diabo.

Jesus expulsa esse “Jesus” como quem expulsa ao diabo; e repreende esse “Deus” como quem repreende Satanás.

Quem disse que o Templo se tornara morada de demônios humanos e também invisíveis, é o mesmo que inspirou Paulo a dizer que os sacrifícios oferecidos em nome de Deus e realizados no espírito da religião de pedras, leis e morte, eram sacrifícios feitos aos demônios, e não a Deus.

Assim, a macumba está onde ela é vista; porém, a pior de todas é aquela que usa “Deus” como mascara para o diabo.

Leia a Palavra, a História e a vida. Então, ouse dizer que estou exagerando. Mas não antes disso. Ou seja: se você é ignorante, fique calado; e se não é, pense sem preconceitos, e veja se seu ânimo nazi-religioso ou nazi-cristão procede de Deus, conforme Jesus, ou se vem diretamente da agencia de estelionato do inferno.

Nele, em Quem reside minha autoridade,

Caio



 Escrito por jesse borges às 00h50 [] [envie esta mensagem] []






O AMOR DE DEUS PELA CRIAÇÃO

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Efésio 2:10

 

Tornei-me um descrente ferrenho de toda tradição e teologia do cristianismo ocidental, e quanto mais leio e medito no evangelho e vida de Jesus, mais convicto fico da minha libertação!

Quando fito os olhos no verso acima citado, escrito por Paulo aos cristãos de Éfeso menos de trinta anos depois da morte de Jesus, me impressiona ver o “cristo” propagado pelo cristianismo e o Cristo dos evangelhos e dos apóstolos.

A percepção para ser um seguidor de Jesus, isto é, nascer de novo, tornar-se uma nova criatura, está centrada no próprio Jesus e sua obra, e INDIVIDUALMENTE experimentada; daí a supervalorização dada pelo Mestre aos encontros: Madalena, Nicodemos, Zaqueu, Bartimeu, Natanael, Samaritana, e outros, todos com diálogos, identificações e descobertas de uma nova realidade espiritual, nova maneira de ver a vida. Por isso, aos religiosos, discursando sobre o julgamento final, Jesus disse que dirá a muitos (que usaram seu nome): “não vos conheço”!

A religião sempre esteve associada ao espírito de manipulação das massas presente na vida político-social da humanidade. Com o cristianismo não seria e nem foi diferente, pois foi este levado a pautar sua teologia e ensino, não na individualidade experimental iniciada em Jesus, mas na doutrinação e propagação de seus dogmas e interpretações.

Quando, porém, somos levados à liberdade de Cristo, ao entendimento do seu evangelho (boas novas), sem ingerências ou manipulações, nossos olhos são abertos para além da “aldeia”, à visão sem distorções de “homens como árvores”, aí usufruímos de relacionamento prazeroso com Deus, conosco mesmo e com o nosso próximo!

Cristo, como centro, vem para resgatar a qualidade humana de criatura divina, perdida quando o próprio homem intentou viver independente do relacionamento com Deus, preferindo as sugestões enganosas da relação, contraindo sobre si o peso da culpa (devedor, errante, fugitivo), sobre o próximo os juízos e defraudações (guerras, espoliações, dominação), e sobre Deus a promiscuidade da crença (politeísmo, panteísmo, etc).

O verso citado afirma que Deus recria suas criaturas a partir de Cristo - criados em Cristo Jesus – por isso nova criatura, e as recoloca novamente no caminho do bem viver - boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas – por isso amar a Deus e o próximo com a si mesmo.

Como criaturas de Deus, fomos criados para o louvor da sua gloria, majestade, justiça, bondade e poder! Quando reconhecemos que Cristo nos dá o entendimento desta condição maravilhosa de filhos de Deus, aprendemos a viver sua proposta: “tomai sobre vós o meu jugo (direção) e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Aí, experimentamos o prazer do relacionamento com Deus, com o próximo, isto é, com as boas ações que fazem diferença no mundo (político-socio-religioso) e conosco!

Sem conhecer o Cristo, ainda que sob o engano da religião ou da descrença, toda manifestação pró-criação, soa para Deus como louvor, porém, privadas do prazer experimental individual, não intermediado por nenhuma instituição, poder ou pessoa!

Jesus ilustra tal realidade falando sobre o filho pródigo. O filho mais velho reclama reconhecimento de sua fidelidade ao Pai, enquanto ao irmão mais novo a festa e a comemoração. Eis a síntese da resposta do Pai:

tudo que é meu é teu, você nunca usufrui de festas e alegrias por causa da sua maneira pragmática de querer me agradar. Eu Sou agradado quando reconhecem que toda a criação é minha, e amo-a por inteiro”



 Escrito por jesse borges às 12h21 [] [envie esta mensagem] []






Ter, pertencer e ir

Houve um tempo em que eu possuia uma igreja. Qual a sua igreja?, me perguntavam, e eu respondia na lata. Ou, talvez, era a igreja que me possuía, pois outros queriam saber de que igreja eu era membro; e eu sabia, e respondia. Outros ainda interessavam-se em saber onde ficava a igreja que era minha, e eu dela: Você vai em que igreja? Aquela!, eu respondia dizendo o nome.

Empobreci. Não possuo mais igreja nenhuma. Libertei-me. Igreja nenhuma me possui. E não há lugar onde possa esconder-me de mim, e criar aquele outro eu, e fechar-me em uma bela e agradável sociedade paralela.

Bebi a água do pote, entornei o caldo pra dentro, absorvi o discurso que encenei por décadas e me lancei na aventura dos que não tem onde repousar a cabeça. E encontrei a solidão, o buraco profundo da ausência, o eco das paredes da sala vazia. Não sou um agregador, confesso solitário. Sem os subterfúgios da instituição, caminho com dois ou três. É o suficiente, creio, mas não me habituo com facilidade.

Sinto-me leve, porém, sabendo que os verbos ter, pertencer e ir foram substituídos por um único verbo. Agora sou. E sendo, sou em qualquer canto, com qualquer um.

Quando dependia dos verbos ter, pertencer e ir, me reunia todo domingo no cultão, e toda quarta nas casas. Eventualmente uns dias aqui e ali em cursos ou jantares especiais disso e daquilo. E a agenda era cheia.

Agora, solitário, a agenda ressoa o eco da imensidão. É, no entanto, a alvura da agenda vazia que testifica o ser.  Hei de me habituar a ela. Hei de me habituar às ricas porém discretíssimas consequências de ser. Porque agora, sem agenda, sem endereço, sem posse, reúno-me como igreja mais do que nunca, em todos os cantos. Todo dia na hora do almoço com a família toda. Todas as noites um tempo na cama do meu filho, um tempo na cama da minha filha, cabecinha no ombro, histórias, risadas, memórias, sonhos e orações. Na minha cama com minha esposa, entre desabafos, risadas, problemas, cansaços, alegrias e outras coisas deliciosas. Todas as sextas, com um punhado de amigos queridos. Alguns sábados aleatórios, numa casa de recuperação. Às quartas, no hospital. Alguns fins de semana em Curitiba, com pais, irmãos e sobrinhos. Algumas noites em família, na sala de casa, com violão, livros, bíblia, teclado, partituras, pijamas, luz de abajour, teatros hilários e coreografias absurdas. E rolamos de rir e chorar, banhados por confissões e pedidos de perdão. De pai pra filho. De irmão pra irmão.

A solidão de hoje é ilusão, e sei disso há muito tempo. É que havia me acostumado com os barulhos de muita gente e esquecido que muita gente é o mesmo que ninguém. O tempo de ter, pertencer e ir passou, mas foi longo e deixou hábitos e costumes. O tempo de ser é um bebê recém desmamado que por vezes ainda chora, mas há de tornar-se homem. E homem emparelhado, ombro a ombro, com os dois ou três que por acaso estiverem fazendo o mesmo caminho.

http://atrilha.blogspot.com.br/2011/07/ter-pertencer-e-ir.html



 Escrito por jesse borges às 12h19 [] [envie esta mensagem] []






ALEGRIA DE VIVER

"E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz". ( Lucas 7:50)

Tenho meditado muito sobre como Jesus espalhou perdão e salvação na sua relação com todos aqueles que O encontrava....linda e misericordiosamente, sem formulações teológicas, sem condicionamentos, sem comprometimentos... todos que encontravam-se com Ele, saiam livres como pássaros, sem culpa, medos ou traumas e iam viver suas vidas alegremente. Fosse um cego pedinte, um chefe militar, uma mãe viuva que perdera o unico filho, ou um pai cujo filho estivesse sofrendo opressões malignas, a todos, ao final do encontro o Mestre dizia: "Vai em paz, a tua fé te salvou"!

Postura inversa toma a religião, em nome de Cristo, tradicionalmente! Apresenta Jesus como caminho, mas cobra um pedágio caríssimo; anuncia-O como salvador, mas associa-O às próprias práticas e compromissos, impondo pesados fardos sob alegação de "autorização" do Mestre!

Queria ter vivido nos tempos de Jesus! Ainda que sem informática, tecnologia e toda forma de progresso que hoje desfrutamos, mas, com certeza, estaria entre aqueles que "seguiram seus caminhos felizes" por terem encontrado, no perdão e na salvação oferecida diretamente por Jesus, o direito a uma vida de liberdade e prazer, reconhecendo a presença e governo do Senhor sobre eles!

Experimente, amigo face, perceber o sentido de Cristo pra você!

Paz é sentimento interior de que o relacionamento com Jesus nos transforma numa pessoa melhor para com Deus, consigo mesmo e para com o próximo!

Obrigado Jesus, por que ainda nesses tempos, muitos continuam ouvindo do Senhor: "Vai em paz, a tua fé te salvou"!

 



 Escrito por jesse borges às 11h31 [] [envie esta mensagem] []






Perdão e poder

 PAULO BRABO

Não é de estranhar que Jesus de Nazaré tenha se recusado a reduzir a virtude a um conjunto confortável de regras; não é de estranhar que ele tenha se negado firmemente a indicar que a conduta do reino pudesse ser domada em normas ou esgotada pela obediência passiva.

Essas suas cautelas se enquadram de modo natural em seu projeto de rejeitar o uso de qualquer ferramenta de manipulação e de poder. Legislar é poder, legislar é condicionar, e nada está mais distante da postura que Jesus assumiu para si mesmo e sonhou para os seus amigos. Também não é de estranhar que a igreja tenha ignorado por completo esse sonho de Jesus, tendo caído muito cedo na tentação de regulamentar e institucionalizar. O desafio do sopro imprevisível do espírito se prestava menos como ferramenta de controle do que a promulgação de novos e exigentes regulamentos, pelo que a igreja não tardou a elencá-los e a demandar o seu solene cumprimento.

Em especial, a elaboração de uma nova legislação resolvia o tremendo problema gerado pelo anúncio evangélico do perdão universal dos pecados. Porque, como quem pondera essas coisas não deve esquecer, o rabi de Nazaré era acima de tudo um sujeito que via como essencial viver desafiando as pessoas a celebrar um novo modo de vida com base no desconcertante anúncio divino da remissão das faltas que mancham a ficha de cada um (inclusive, estava implícito, daquelas manchas teimosas para as quais a lei de Moisés não previa compensação ou misericórdia). Tratava-se de uma absolvição incondicional, integral, imediata e gratuita – e, em cada um desses aspectos, inteiramente sem precedentes. O anúncio e o ingresso do reino dos céus começavam com o mergulho literal nessa vertiginosa notícia. Deste lado de um rio com dois mil anos de largura, estamos habituados a tomar o anúncio do perdão plenário dos pecados como um dos aspectos mais imateriais e etéreos – um dos aspectos mais politicamente inofensivos – da mensagem de Jesus. Não teríamos como estar mais enganados.

O anúncio da disponibilidade universal da absolvição dos pecados era um golpe que desfechava fraturas profundas nas estruturas sociais, religiosas, econômicas e políticas do mundo de Jesus. Como explicam tão rigorosamente os evangelhos, os representantes do estado de coisas em cada uma dessas esferas não deixaram de farejar essa ameaça no ar. Nenhum governo precisa perseguir gente santa: santos não incomodam, porque se limitam a apontar o pecado. Jesus e João Batista foram perseguidos porque distribuíam o perdão e a liberdade, anulando e relativizando o poder paralisante da culpa e do pecado. O problema, naturalmente, está em que nenhum estado de coisas, nenhum sistema de dominação e controle, tem como sobreviver à súbita ausência de débitos.

Os homens que projetaram a igreja formal julgaram que não convinha para a manutenção do sistema que uma pessoa se sentisse por muito tempo inteiramente perdoada, sem dever nada a ninguém – isto é, autônoma, livre, criativa e responsável. A fim de evitar a dificuldade que seria fiscalizar uma multidão autônoma de alforriados, viu-se como necessário colocá-los sem demora debaixo de uma nova e sensata cadeia de exigências. Uma lista de normas, que pudesse ser decorada e que não deixasse margem de manobra ou de dúvida. Por amor ao rebanho e, por tabela, a Jesus.

Nessa manobra, que deve ter sido em grande parte inconsciente, a igreja primitiva intuiu muito espertamente o que sabem hoje em dia todos os governos e todas instituições financeiras: débito é controle. Para que a instituição funcione e para que a máquina continue a rodar você precisa sentir que está devendo para ela. Quem deve, teme. É por isso que os governos e as instituições tendem a aumentar indefinidamente a sua lista de proibições e de transgressões, mas tendem a diminuir a lista daqueles com autoridade para absolvê-las. É por isso que, nos nossos dias, mesmo as maiores autoridades e os mais poderosos tribunais são constrangidos pelo sistema a não mitigar a severidade de quaisquer penas, especialmente as mais graves.

É por isso que é tão fácil conseguir um cartão de crédito e tão difícil sair de casa sem ele. É por isso que os religiosos do tempo de Jesus se incomodavam menos com os seus desvios da ortodoxia do que com a singeleza com que ele perdoava os pecados de quem quer que fosse. A fim de se garantir a sobrevivência de qualquer sistema, ser perdoado deve ser complicado. Deve ter um procedimento, uma hierarquia, um prazo, um trâmite e um preço. Para que o débito exerça de modo adequado o seu poder de controle, o perdão não pode ser distribuído indiscriminadamente. Ninguém deve ter poder para absolver a seu bel-prazer – e, como se não bastasse a sua própria insubordinação, era com a missão de distribuir o perdão que Jesus convidava seus seguidores a passear mundo afora. Nada é mais subversivo do que o perdão emitido sem critério, e era um Deus assim – uma vida assim – que Jesus apresentava ao mundo. A este mundo. A singularidade desse indulto universal é tão assombrosa que nem mesmo a igreja foi capaz de represá-la por completo.

Porém os líderes pós-apostólicos entenderam muito depressa que a euforia libertadora do mais radical e abrangente dos perdões pode ser anulada imediatamente pela contabilização de novos débitos. Afinal de contas, quem não deve nada a ninguém pode crer-se livre para mudar o mundo ou para reger a sua própria vida – e nada há de mais perigoso.

O espírito da liberdade pode insistir em soprar onde quiser – e nada há de mais inconveniente. Foi tida como medida urgente e necessária, portanto, reinstaurar a culpa. Foi deliberado como recomendável anular-se o risco da liberdade e do perdão. Porque, descuidado leitor, o que você empreenderia se entendesse de repente que não deve nada aos seus empregadores? O que você faria agora mesmo se entendesse que não deve nada a seu banco, a seu governo ou a si mesmo? Por tudo que é sagrado, o que você faria se entendesse que não deve nada a Deus?

Paulo Brabo

 



 Escrito por jesse borges às 00h48 [] [envie esta mensagem] []






O ENCONTRO DE JESUS COM A RELIGIÃO

que farei para herdar a vida eterna”? (Lucas 18:18-23)

A religião sempre se colocou como intermediadora da relação do ser humano com Deus. Por isso, os religiosos foram os grandes acusadores de Cristo, pois este se fez a eficaz ligação dos homens com Deus. O mistério de tal questão é revelado no fato de que Jesus neutralizou com sua vida, toda prática religiosa visando agradar a Deus. Bons costumes, status quo, conduta moral ilibada, assim como a guarda irrestrita das normas religiosas, perderam sua razão de ser no que diz respeito à aproximação do homem com Deus. Por isso o encontro de Jesus com o jovem rico representa uma cajadada na religiosidade. A religião age como uma agencia de viagens vende seu pacote turístico, dando ao ser humano a fria relação com vantagens futura, rigor ascético presente e sacrifícios pelo passado, visando justificar-se como alguém de Deus. A religião não tem sentimentos, não tem sensibilidade para intermediar uma relação familiar, isto é, entre Deus Pai e seus filhos. Ela é racional e a bondade Cristo muitas vezes a irritou, por exemplo, quando o moço teria sua saúde restaurada (mão ressequida curada), mas a religião dizia que por ser sábado, tal ação não poderia ser efetuada. Desta insana maneira, o jovem religioso tem um só interesse: herdar a vida eterna. Hoje, continuam os vendilhões do templo com o mesmo discurso egoísta e daninho na relação dos homens com Deus e prejudicial a uma sociedade que só pensa em levar vantagens e ganho fácil; “quem quer garantir a vida eterna?”. Não há sal nem luz!

Jesus provou ser infundada a proposta religiosa de vida eterna, ao propor transferir para a eternidade toda sua visão terrena na relação com Deus e o próximo. Ao responder “vai vende tudo que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus...”, Jesus introduziu na relação da humanidade com Deus um novo princípio: AME O PRÓXIMO ASSIM COMO DEUS AMA! A preocupação divina com os menos favorecidos é revelada em Jesus de Nazaré como a ÚNICA VIA dos homens com Deus, pois Cristo morreu por todos já que para Deus todos são considerados pobres e pecadores incapazes de comprar ou justificar-se diante de Deus.

A religião quando vende, ela cega quanto à necessidade do próximo, pois a grande parceira da religião é o dinheiro como no perfil do jovem religioso: rico, com status e crentão...mas Jesus disse o que ele era verdadeiramente, “tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Apocalipse 3:17).

Vem e segue-me”, ainda ecoa hoje o convite exclusivo de Jesus para todos os que querem um relacionamento com Deus em amor! Amar a Deus e o próximo não é proposta compensadora, mas é a Vontade de Deus.

Jessé Borges

 



 Escrito por jesse borges às 10h15 [] [envie esta mensagem] []






ENTRE PECADORES

Em louvor dos pecadores

Auditado por   PAULO BRABO 

Em grande parte, depois de conviver por décadas com gente santa, só fui conhecer Jesus pessoalmente através dos pecadores.

Não fui encontrá-lo na igreja, onde insistíamos que ele morava e onde falávamos metade do tempo sobre ele. Na igreja encontrei meus amigos mais bem-intencionados, muito deles assustadoramente queridos e carentes, mas oprimidos como eu debaixo de um sistema fundamentado em medo e desejo. Por mais que eu simpatizasse com o calor da instituição e com o mérito das boas intenções, nada eu testemunhava ou vivia da satisfação inerente, a generosidade, a paixão e a terrível liberdade que os evangelhos atribuíam ao Filho do Homem. Cantávamos, chorávamos e nos abraçávamos debaixo do mesmo teto piedoso, mas ali não estava o espírito de Jesus.

Não o encontrei nem me afastei dele na Federal, onde meus mentores evangélicos tinham alertado que eu encontraria amigos irresistivelmente devassos e correria o risco incessante de idéias sediciosas, construídos os dois para abalar minhas convicções. As idéias eram ralinhas e as companhias inofensivas, a grande maioria tão ou mais careta, casta e ultraconservadora quanto eu. Havia algum coleguismo e bons parceiros de truco, mas também não pouca competividade, intolerância e altivez (talvez tanto quanto na igreja), e o espírito de Jesus não estava ali.

Mas Deus teve misericórdia de mim, este santo, e permitiu que eu convivesse de perto com pecadores. Isso, em inúmeros sentidos importantes da palavra, me salvou.

Como eu suspeitava os pecadores não se entregam como nós na igreja a pecados mesquinhos como a hipocrisia, a mentira e o orgulho; abrem eles mão desses amadorismos e tratam da coisa em si, da sem-vergonhice mais vital, sensorial e carnal – sexo, drogas e rock’n’roll.

Finalmente estava eu no mesmo recinto que pecadores de verdade, gente indecorosa, sensual e auto-indulgente; drogados, homossexuais, bêbados, libertinos, prostitutas, poetas; safados, depravados, corruptos, lascivos. Habituei-me ao doce perfume da maconha, visitei os mais variados mocós, vi carreiras de cocaína se armar e desaparecerem; sentei-me ouvindo Janis Joplin numa sala que eu visitava pela primeira vez, olhando para um homem dormindo onde acabara de cair, enquanto um casal transava e curtia drogas no quarto ao lado e outros faziam churrasco lá atrás. Comprei camisinhas que não eram para mim. Ajudei a pagar um tolete quando o dinheiro faltou. Visitei bares gays porque estavam na moda e meus amigos sabiam por isso que lá seria mais fácil descolar uma pedra de fumo ou, paradoxalmente, uma garota.

É natural que fora uma cervejinha ou outra me mantive sóbrio e casto durante todo esse período – não que, naturalmente, fizesse diferença. Mantive-me um santo – um carola, amado ternamente por eles apesar disso – entre pecadores. Eu me sabia mais ou menos resistente às seduções da carne e talvez estivesse ainda sustentando a ilusão de que poderia “fazer diferença” no meio daquela pobre gente. Talvez estivesse procurando mais um motivo extravagante para me orgulhar, de ser capaz de manter minha integridade à prova de balas mesmo convivendo com os mais baixos e corrompidos. A esta altura, não sei dizer o que esperava.

Mas sei dizer o que não esperava: não esperava encontrar entre os pecadores, e pela primeira vez na vida, a terna experiência do espírito de Jesus.

Não em mim. Neles.

Posso garantir que até aquele momento eu só conhecia a postura de Jesus e dos primeiros cristãos de ouvir falar. Os evangelhos atribuem ao Filho do Homem tremendas paixão, vitalidade, generosidade e independência; o livro de Atos e as cartas falam de cristãos que “tinham tudo em comum” e “eram de um só coração”. Em seus momentos mais idealistas Jesus fala em amar os inimigos, dar a outra face, emprestar sem esperar receber de volta, oferecer um banquete a quem não tem como retribuir. Paulo descreve um mundo sem preconceito de sexo, raça ou classe social. João garante que Deus é amor, e que o amor abre mão de qualquer traço de temor.

Paradoxalmente, este mundo definido em termos positivos poucos cristãos chegam em qualquer medida a experimentar. Escolhemos nos definir não por essas qualidades afirmativas – aquilo que o Apóstolo chama de “fruto do Espírito” – mas pelo que é negativo e paralisante e opressor contra os outros e nós mesmos: a culpa, a mesquinhez, a repressão, a neurose, a negação, o niilismo. O mundo em que todos se aceitam e se amam, embora faça parte da nossa pregação nominal, nos é aterrorizante por natureza. Tudo na nossa postura batalha contra ele. A “gloriosa liberdade dos filhos de Deus” não nos interessa. Alguém me dê depressa um líder carismático e um rol muito claro de mandamentos – é só o que pedimos.

Entre os pecadores encontrei um universo livre da superficialidade de igreja e da irrelevância burguesa da faculdade. Aqui estava um mundo que escolhia se definir, na prática e não a partir de qualquer discurso ou demagogia, pela aceitação e pelo amor. Aqui estava gente que tinha tudo em comum, até mesmo – onde está, Mamom, a tua vitória? – o dinheiro. Gente que ignorava rótulos de classe, sexo e conta bancária para se tratar como gente no sentido mais fundamental da coisa. Gente que se recusava a ser manipulada pelo desejo e pelo temor, e fazia isso entregando-se a um e mandando às favas o outro.

A comunhão que experimentam, descobri, não tem limites; sua generosidade, que não espera recompensa que não o instante, não tem paralelo. Os pecadores abrem suas portas uns para os outros a qualquer momento do dia ou da noite; repartem sua droga, seu dinheiro, sua casa e seu pão sem qualquer trâmite ou transação, seja com um irmão importuno ou com o desconhecido em que acabam de tropeçar. Emprestam, terrivelmente, sem esperar receber de volta. Carregam quem precisam ser carregado, descolam um trampo para quem precisa, tiram a camisa para quem vomitou na roupa, emprestam a chave do carro para quem não tem onde fumar, providenciam o apartamento de alguém na praia para o que foi expulso de casa, repartem sem chiar ou cobrem o tanque de gasolina. Trabalham tanto para os outros quanto para si, acolhem com graça incondicional; são compassivos até para com os que não os toleram, longânimos com os que todos já decidiram ser melhor rejeitar. Convivem sem traumas com a consciência, apavorante para nós, de que não são melhores do que ninguém.

Entre os pecadores não transita apenas a legitimidade de quem recusa-se a ter o que esconder: rola, senhoras e senhores, um amor – e tão forte que lança fora todo o medo. São gente boa no sentido afirmativo da coisa. Gente sensualista, mas raras vezes desonesta. Auto-indulgente, mas sempre generosa. Pecadora, mas não proselitista. Matam-se, mas o que fazem pelos outros é só resgatar. Morrem, mas abraçados.

Não é difícil entender porque Jesus curtia tanto a companhia dos pecadores e não escondia seu orgulho em associar-se a eles. A integridade existe e a verdadeira comunhão não é uma impossibilidade: os pecadores legítimos não as desconhecem. Louvados sejam nas alturas os grandes pecadores, porque uma porção fundamental de Jesus sobrevive na Terra apenas através deles.

Arrependo-me, naturalmente, de não ter pecado tanto quanto devia com meus amigos pecadores. Eu, que não consigo viver nem de longe tão perto da inteireza de Jesus quanto eles, deveria ter lhes dado pelo menos essa satisfação.

 



 Escrito por jesse borges às 08h24 [] [envie esta mensagem] []






AMOR, POR AMOR!

“Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?
Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.
Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro".
Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes,
nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
Romanos 8:32-39

A mensagem central e confortadora desse poema paulino é a revelação inegociável do AMOR de Deus pelos homens, consumadamente realizado em Cristo na cruz!

Quando no final ele afirma que nada pode nos separar de tão grande amor, está afirmando que está em Deus à fidelidade de amar-nos em todo tempo, em qualquer circunstancia, não imputando aos homens qualquer capacidade pessoal ou coletiva, com tratados ou sacrifícios, meritória de obter este amor, apenas desafiando-nos a corresponder-lo pela fé na morte de cruz de Jesus, atestando assim nossa inclusão no “Reino do seu Filho amado!” (Col 1:13).

Eis a informação que todo mundo deve ouvir, jamais aprisionada nos tratados da religião (in-negociata), mas como “sal e luz” infiltrada e aninhada nos corações de muitos em todos os lugares e momentos, a fim de que reconheçam JESUS CRISTO e o GRANDE AMOR DE DEUS!



 Escrito por jesse borges às 10h15 [] [envie esta mensagem] []






Verme maldito

Auditado por   PAULO BRABO

Na mais significativa das lendas a respeito de Jesus, conta-se que o diabo tomou-o a uma montanha muito alta e mostrou-lhe todos os reinos do mundo num único momento de tempo; e o diabo disse a ele: “Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero”. Jesus, como sabemos, respondeu e disse “Vai-te para trás, Satanás!” E estava sendo sincero: ele se recusaria a ter qualquer coisa em comum com a glória do mundo, com “poder temporal”; ele escolheu a carreira de um agitador revolucionário, e morreu a morte de um perturbador da paz. E por dois ou três séculos a sua igreja seguiu os seus passos, promovendo o seu evangelho proletariado. Os cristãos primitivos tinham “tudo em comum, exceto suas esposas”; viviam à margem da sociedade, escondendo-se em catacumbas desertas, sendo atirados aos leões e fervidos em óleo.

Mas o diabo é um verme sutil; ele não desiste diante da primeira derrota, pois conhece a natureza humana e a intensidade das forças que batalham em seu favor. Ele não conseguiu pegar Jesus, mas voltou para pegar a igreja de Jesus.

Ele veio quando, através do poder da nova idéia revolucionária, a Igreja havia conquistado uma posição de tremenda influência no Império Romano decadente; e o verme sutil assumiu a aparência de ninguém menos do que o próprio Imperador, sugerindo que ele deveria converter-se à nova fé, de modo que a Igreja e ele pudessem trabalhar juntos para a maior glória de Deus. Os bispos e pais da Igreja, cheios de ambição para a sua organização, caíram no estratagema, e Satanás saiu rindo à valer consigo mesmo. Ele tinha conseguido tudo que havia pedido a Jesus trezentos anos antes; tinha conseguido a maior religião do mundo. O quão completo e rápido foi o seu sucesso pode ser julgado pelo fato que cinqüenta anos mais tarde encontramos o Imperador Valentiniano vendo-se compelido a publicar um edito limitando as doações das sensibilizadas mulheres das igrejas de Roma.

Daquele tempo em diante o cristianismo tem se mostrado… o principal inimigo do progresso social. Dos dias de Constantino até os dias de Bismarck e Mark Hanna, Cristo e César tem sido um, e a Igreja tem servido de escudo e armadura para o poder econômico predatório. Com apenas uma ressalva digna de nota: a Igreja nunca foi capaz de suprimir por completo a memória de seu fundador proletário. Ela fez o máximo nesse sentido, naturalmente; temos visto os seus acadêmicos distorcendo por completo o sentido das palavras dele, e a Igreja Católica chegou mesmo a manter o uso de uma língua morta, de modo que suas vítimas não pudessem ouvir as palavras de Jesus numa forma que pudessem entender.

Upton Sinclair, em Os Lucros da religião (1918)



 Escrito por jesse borges às 18h56 [] [envie esta mensagem] []






ANDANDO COM JESUS

 


E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.  Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste”? Mat 14:28-30


Interessante considerar esse encontro de Jesus com Pedro em pleno mar. O quadro representa a relação de Jesus com a humanidade, a maneira pela qual Jesus se torna conhecido com os homens e este passa a desfrutar de sua amizade e companhia. Desde que os anjos anunciaram a trabalhadores que cuidavam de seus rebanhos o nascimento do Salvador, a grande pergunta se estabeleceu: “és tu mesmo?” Reis, religiosos, irmãos, vizinhos e toda humanidade foi tomada por este questionamento: “quem é este, afinal?!”

No encontro com Pedro no mar, o diálogo inicia com a pergunta de Pedro: “se és tu...

Todos que se encontraram fisicamente com Jesus aqui na terra, questionaram sua existência: a mulher samaritana (vejo que és profeta), o soldado na crucificação (este era filho de Deus), etc. A condicional de Pedro transfere pra Deus a parte sobrenatural do encontro – “se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas”. É assim que funciona a relação de Deus conosco através de Jesus. A todos Jesus convida para um encontro de conhecimento, de revelação de quem ele realmente é! A parte sobrenatural em Jesus é que ele te dá à fé para crer que ele é Deus, Ele te ama e te conduz em segurança até o Pai. Para os que aceitam o presente da fé e crêem nele, experimenta o sobrenatural de Deus, nasce para outra perspectiva da existência, isto é, torna-se um súdito do Reino, passa a ser controlado pelo Senhorio de Jesus, na ação do Espírito de Deus que governa todas as coisas. No encontro com Pedro, o MAR é a vida natural que vivemos, a natureza humana que vive em nós e ao nosso redor. Caminhar com Jesus é andar espiritualmente e não a mercê da vida natural e seus problemas. Por isso que Paulo disse que “sem fé é impossível desfrutar com alegria da companhia de Deus!” Fé é a possibilidade que Deus nos dá para usarmos na nossa relação com Ele. Quanto mais a usamos, a exercitamos, mais da sadia maneira divina de andar, onde amor, paz, bondade, misericórdia, carinho, amizade, perdão acontecem! O mar significa nossos medos, traumas, desconfiança. O mar também é o juízo alheio, o dedo religioso, a vida social em que estamos inseridos. Quando olhamos mais para o mar, temos a sensação do afastamento da presença de Cristo. Mas, não o é! Ele continua ali, segurando nossa mão, a despeito da nossa descrença e duvida.

Gilberto Gil canta: “andar com fé eu vou”! É assim a caminhada do ser humano com Jesus: UM ATO EXPLÍCITO DE FÉ! Caminhar com Jesus não é ser religioso, não é ser algo ou fazer alguma coisa, é simplesmente fixar Nele decisões, atitudes, conceitos e modos de agir, e experimentar o mais fascinante ESTILO DE VIDA já proclamado sobre a terra, a vida divina revelada em Jesus Cristo! Viver em Cristo, a vida de Deus!

Se, como Pedro, repararmos na fúria do vento, isto é, nos problemas que nos cercam, nos sentimentos  e culpas, e começarmos a afundar, isto é, ter a sensação de que o estamos desagradando ou errando para com Ele, lembre-se: Jesus jamais abandona aquele que decidiu viver debaixo do seu cuidado – suas mãos estão sempre a nos alcançar, aleluia! Quando isto acontece,  ele nos adverte: porque duvidastes? Continue a crer e VIVER POR FÉ!


 



 Escrito por jesse borges às 20h46 [] [envie esta mensagem] []






Jogando no lixo 

Relendo o livro Paulo O Líder (Ed Vida), que há vinte anos sempre recorro quando desejo alguém para conversar e entender-me nos conflitos das minhas decisões, e sempre surge algo novo nas linhas que para mim melhor retrata a vida do apostolo Paulo. Resolvi escrever esta carta ao constatar a similaridade que o confronto do chamado do apostolo ao evangelho de Cristo com o sistema religioso de então, o judaísmo. Ainda que por diversas vezes anunciando nas sinagogas sua convicção em Jesus, o Messias do mundo, foi por poucos compreendido e pela maioria perseguido, cumprindo a promessa de Jesus aos se tornassem seus discípulos, “sereis odiados por amor ao meu nome 

Desde a minha exoneração do pastorado da Igreja Presbiteriana do Brasil em 1999, passei a experimentar terrível conflito para entender como Deus me queria no ministério no evangelho santo. De maneira sofrível, executei algumas tentativas de aproximação com diferentes lideranças e denominações evangélicas, sem harmonizar minha relação com a “igreja evangélica” à luz das verdades bíblicas.

Decorridos quase dez anos entre estudos, leituras, questionamentos e indagações, confrontando a insatisfação dos milhares de evangélicos com os rumos da igreja, depois das muitas evidencias do que o cristianismo atual representa à luz da Vida do Reino, ficou claro para mim a distancia que a “igreja instituição” estava de Jesus e seu Reino, onde o que predomina são os territórios políticos cheio de formalismos, vaidades, interesses, disputas e entre outras tantas barbáries em nome do “evangelho”.

O que já me era inquietante, assim como em centenas de irmãos históricos ao longo da era evangélica, a partir de 2009 comecei a ler com intensidade o que Frank Viola e outras tantas dezenas de mensagens e livros (Reconsiderando o Odre, A Cabana, Cristianismo Pagão, etc) diziam, e o despertamento que se espalhava pelo mundo!

Assim, nos desligamos (eu e a esposa) de maneira oficial do rol da instituição religiosa histórica tradicional iniciada no século IV sob a instrução do Imperador Romano Constatino  (e isto inclui todo o cristianismo formalmente nominado), e já no início do ano 2010 aceitamos obedientemente o chamado ministerial para continuar a viver e anunciar o evangelho de Cristo e suas implicações como Reino, o que trouxe conforto e paz ao meu coração em Cristo Jesus, na condição exclusiva e maravilhosa de igreja-indivíduo, morada de Jesus, parte do Corpo invisível de “Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos” (Apoc. 1:5-6).

Passamos a nos reunir de casa em casa com outros irmãos que comungam do mesmo entendimento, na hierarquia do Reino onde o “maior seja o que serve”, no estudo da palavra, no partir do pão e ceia da comunhão com o perdão de Cristo, aprendendo na liberdade do Espírito, livres de todo intento humano de auto justificação, sacrifícios diversos ou qualquer forma de barganhar com Deus por “bênçãos”, vivendo o dia a dia da “graça, a misericórdia e o amor” de Jesus, como pecadores chamados para viver em plena e exclusiva comunhão com Deus, pois “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rom8:1), distante do poder da religião humanizada, e convictos de que “tudo me é licito” porém, a conveniência é agradar a Cristo e a Glória do seu Reino!

Assim, pois, amados irmãos, institucionalizados ou não, deixo-vos a vontade quanto aos convites que me chegam para anunciar as verdades do Reino, ao qual procuro ser fiel respeitando as convicções dos chamados, obedientemente exercendo o dom do ensino da Palavra, na condição de servo de Jesus, não como “pastor”, pois, quanto a “igreja institucionalizada”, falo como Paulo:  Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Fil 3:7-9).

Desde já, certo da compreensão espiritual de todos, rogando que Deus continue a abençoar e esclarecer a todos quantos tem sido chamado para viver a liberdade na fé exclusiva do sacrifício de Jesus Cristo Seu Filho, nosso Senhor!

 Jessé Borges e Denise da Roza Borges



 Escrito por jesse borges às 18h33 [] [envie esta mensagem] []






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 Escrito por jesse borges às 16h07 [] [envie esta mensagem] []




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