Blog de Jessé Borges


Jogando no lixo 

Relendo o livro Paulo O Líder (Ed Vida), que há vinte anos sempre recorro quando desejo alguém para conversar e entender-me nos conflitos das minhas decisões, e sempre surge algo novo nas linhas que para mim melhor retrata a vida do apostolo Paulo. Resolvi escrever esta carta ao constatar a similaridade que o confronto do chamado do apostolo ao evangelho de Cristo com o sistema religioso de então, o judaísmo. Ainda que por diversas vezes anunciando nas sinagogas sua convicção em Jesus, o Messias do mundo, foi por poucos compreendido e pela maioria perseguido, cumprindo a promessa de Jesus aos se tornassem seus discípulos, “sereis odiados por amor ao meu nome 

Desde a minha exoneração do pastorado da Igreja Presbiteriana do Brasil em 1999, passei a experimentar terrível conflito para entender como Deus me queria no ministério no evangelho santo. De maneira sofrível, executei algumas tentativas de aproximação com diferentes lideranças e denominações evangélicas, sem harmonizar minha relação com a “igreja evangélica” à luz das verdades bíblicas.

Decorridos quase dez anos entre estudos, leituras, questionamentos e indagações, confrontando a insatisfação dos milhares de evangélicos com os rumos da igreja, depois das muitas evidencias do que o cristianismo atual representa à luz da Vida do Reino, ficou claro para mim a distancia que a “igreja instituição” estava de Jesus e seu Reino, onde o que predomina são os territórios políticos cheio de formalismos, vaidades, interesses, disputas e entre outras tantas barbáries em nome do “evangelho”.

O que já me era inquietante, assim como em centenas de irmãos históricos ao longo da era evangélica, a partir de 2009 comecei a ler com intensidade o que Frank Viola e outras tantas dezenas de mensagens e livros (Reconsiderando o Odre, A Cabana, Cristianismo Pagão, etc) diziam, e o despertamento que se espalhava pelo mundo!

Assim, nos desligamos (eu e a esposa) de maneira oficial do rol da instituição religiosa histórica tradicional iniciada no século IV sob a instrução do Imperador Romano Constatino  (e isto inclui todo o cristianismo formalmente nominado), e já no início do ano 2010 aceitamos obedientemente o chamado ministerial para continuar a viver e anunciar o evangelho de Cristo e suas implicações como Reino, o que trouxe conforto e paz ao meu coração em Cristo Jesus, na condição exclusiva e maravilhosa de igreja-indivíduo, morada de Jesus, parte do Corpo invisível de “Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos” (Apoc. 1:5-6).

Passamos a nos reunir de casa em casa com outros irmãos que comungam do mesmo entendimento, na hierarquia do Reino onde o “maior seja o que serve”, no estudo da palavra, no partir do pão e ceia da comunhão com o perdão de Cristo, aprendendo na liberdade do Espírito, livres de todo intento humano de auto justificação, sacrifícios diversos ou qualquer forma de barganhar com Deus por “bênçãos”, vivendo o dia a dia da “graça, a misericórdia e o amor” de Jesus, como pecadores chamados para viver em plena e exclusiva comunhão com Deus, pois “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rom8:1), distante do poder da religião humanizada, e convictos de que “tudo me é licito” porém, a conveniência é agradar a Cristo e a Glória do seu Reino!

Assim, pois, amados irmãos, institucionalizados ou não, deixo-vos a vontade quanto aos convites que me chegam para anunciar as verdades do Reino, ao qual procuro ser fiel respeitando as convicções dos chamados, obedientemente exercendo o dom do ensino da Palavra, na condição de servo de Jesus, não como “pastor”, pois, quanto a “igreja institucionalizada”, falo como Paulo:  Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Fil 3:7-9).

Desde já, certo da compreensão espiritual de todos, rogando que Deus continue a abençoar e esclarecer a todos quantos tem sido chamado para viver a liberdade na fé exclusiva do sacrifício de Jesus Cristo Seu Filho, nosso Senhor!

 Jessé Borges e Denise da Roza Borges



 Escrito por jesse borges às 18h33 [] [envie esta mensagem] []




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