Blog de Jessé Borges


Ter, pertencer e ir

Houve um tempo em que eu possuia uma igreja. Qual a sua igreja?, me perguntavam, e eu respondia na lata. Ou, talvez, era a igreja que me possuía, pois outros queriam saber de que igreja eu era membro; e eu sabia, e respondia. Outros ainda interessavam-se em saber onde ficava a igreja que era minha, e eu dela: Você vai em que igreja? Aquela!, eu respondia dizendo o nome.

Empobreci. Não possuo mais igreja nenhuma. Libertei-me. Igreja nenhuma me possui. E não há lugar onde possa esconder-me de mim, e criar aquele outro eu, e fechar-me em uma bela e agradável sociedade paralela.

Bebi a água do pote, entornei o caldo pra dentro, absorvi o discurso que encenei por décadas e me lancei na aventura dos que não tem onde repousar a cabeça. E encontrei a solidão, o buraco profundo da ausência, o eco das paredes da sala vazia. Não sou um agregador, confesso solitário. Sem os subterfúgios da instituição, caminho com dois ou três. É o suficiente, creio, mas não me habituo com facilidade.

Sinto-me leve, porém, sabendo que os verbos ter, pertencer e ir foram substituídos por um único verbo. Agora sou. E sendo, sou em qualquer canto, com qualquer um.

Quando dependia dos verbos ter, pertencer e ir, me reunia todo domingo no cultão, e toda quarta nas casas. Eventualmente uns dias aqui e ali em cursos ou jantares especiais disso e daquilo. E a agenda era cheia.

Agora, solitário, a agenda ressoa o eco da imensidão. É, no entanto, a alvura da agenda vazia que testifica o ser.  Hei de me habituar a ela. Hei de me habituar às ricas porém discretíssimas consequências de ser. Porque agora, sem agenda, sem endereço, sem posse, reúno-me como igreja mais do que nunca, em todos os cantos. Todo dia na hora do almoço com a família toda. Todas as noites um tempo na cama do meu filho, um tempo na cama da minha filha, cabecinha no ombro, histórias, risadas, memórias, sonhos e orações. Na minha cama com minha esposa, entre desabafos, risadas, problemas, cansaços, alegrias e outras coisas deliciosas. Todas as sextas, com um punhado de amigos queridos. Alguns sábados aleatórios, numa casa de recuperação. Às quartas, no hospital. Alguns fins de semana em Curitiba, com pais, irmãos e sobrinhos. Algumas noites em família, na sala de casa, com violão, livros, bíblia, teclado, partituras, pijamas, luz de abajour, teatros hilários e coreografias absurdas. E rolamos de rir e chorar, banhados por confissões e pedidos de perdão. De pai pra filho. De irmão pra irmão.

A solidão de hoje é ilusão, e sei disso há muito tempo. É que havia me acostumado com os barulhos de muita gente e esquecido que muita gente é o mesmo que ninguém. O tempo de ter, pertencer e ir passou, mas foi longo e deixou hábitos e costumes. O tempo de ser é um bebê recém desmamado que por vezes ainda chora, mas há de tornar-se homem. E homem emparelhado, ombro a ombro, com os dois ou três que por acaso estiverem fazendo o mesmo caminho.

http://atrilha.blogspot.com.br/2011/07/ter-pertencer-e-ir.html



 Escrito por jesse borges às 12h19 [] [envie esta mensagem] []






ALEGRIA DE VIVER

"E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz". ( Lucas 7:50)

Tenho meditado muito sobre como Jesus espalhou perdão e salvação na sua relação com todos aqueles que O encontrava....linda e misericordiosamente, sem formulações teológicas, sem condicionamentos, sem comprometimentos... todos que encontravam-se com Ele, saiam livres como pássaros, sem culpa, medos ou traumas e iam viver suas vidas alegremente. Fosse um cego pedinte, um chefe militar, uma mãe viuva que perdera o unico filho, ou um pai cujo filho estivesse sofrendo opressões malignas, a todos, ao final do encontro o Mestre dizia: "Vai em paz, a tua fé te salvou"!

Postura inversa toma a religião, em nome de Cristo, tradicionalmente! Apresenta Jesus como caminho, mas cobra um pedágio caríssimo; anuncia-O como salvador, mas associa-O às próprias práticas e compromissos, impondo pesados fardos sob alegação de "autorização" do Mestre!

Queria ter vivido nos tempos de Jesus! Ainda que sem informática, tecnologia e toda forma de progresso que hoje desfrutamos, mas, com certeza, estaria entre aqueles que "seguiram seus caminhos felizes" por terem encontrado, no perdão e na salvação oferecida diretamente por Jesus, o direito a uma vida de liberdade e prazer, reconhecendo a presença e governo do Senhor sobre eles!

Experimente, amigo face, perceber o sentido de Cristo pra você!

Paz é sentimento interior de que o relacionamento com Jesus nos transforma numa pessoa melhor para com Deus, consigo mesmo e para com o próximo!

Obrigado Jesus, por que ainda nesses tempos, muitos continuam ouvindo do Senhor: "Vai em paz, a tua fé te salvou"!

 



 Escrito por jesse borges às 11h31 [] [envie esta mensagem] []




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