Blog de Jessé Borges


O AMOR DE DEUS PELA CRIAÇÃO

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Efésio 2:10

 

Tornei-me um descrente ferrenho de toda tradição e teologia do cristianismo ocidental, e quanto mais leio e medito no evangelho e vida de Jesus, mais convicto fico da minha libertação!

Quando fito os olhos no verso acima citado, escrito por Paulo aos cristãos de Éfeso menos de trinta anos depois da morte de Jesus, me impressiona ver o “cristo” propagado pelo cristianismo e o Cristo dos evangelhos e dos apóstolos.

A percepção para ser um seguidor de Jesus, isto é, nascer de novo, tornar-se uma nova criatura, está centrada no próprio Jesus e sua obra, e INDIVIDUALMENTE experimentada; daí a supervalorização dada pelo Mestre aos encontros: Madalena, Nicodemos, Zaqueu, Bartimeu, Natanael, Samaritana, e outros, todos com diálogos, identificações e descobertas de uma nova realidade espiritual, nova maneira de ver a vida. Por isso, aos religiosos, discursando sobre o julgamento final, Jesus disse que dirá a muitos (que usaram seu nome): “não vos conheço”!

A religião sempre esteve associada ao espírito de manipulação das massas presente na vida político-social da humanidade. Com o cristianismo não seria e nem foi diferente, pois foi este levado a pautar sua teologia e ensino, não na individualidade experimental iniciada em Jesus, mas na doutrinação e propagação de seus dogmas e interpretações.

Quando, porém, somos levados à liberdade de Cristo, ao entendimento do seu evangelho (boas novas), sem ingerências ou manipulações, nossos olhos são abertos para além da “aldeia”, à visão sem distorções de “homens como árvores”, aí usufruímos de relacionamento prazeroso com Deus, conosco mesmo e com o nosso próximo!

Cristo, como centro, vem para resgatar a qualidade humana de criatura divina, perdida quando o próprio homem intentou viver independente do relacionamento com Deus, preferindo as sugestões enganosas da relação, contraindo sobre si o peso da culpa (devedor, errante, fugitivo), sobre o próximo os juízos e defraudações (guerras, espoliações, dominação), e sobre Deus a promiscuidade da crença (politeísmo, panteísmo, etc).

O verso citado afirma que Deus recria suas criaturas a partir de Cristo - criados em Cristo Jesus – por isso nova criatura, e as recoloca novamente no caminho do bem viver - boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas – por isso amar a Deus e o próximo com a si mesmo.

Como criaturas de Deus, fomos criados para o louvor da sua gloria, majestade, justiça, bondade e poder! Quando reconhecemos que Cristo nos dá o entendimento desta condição maravilhosa de filhos de Deus, aprendemos a viver sua proposta: “tomai sobre vós o meu jugo (direção) e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Aí, experimentamos o prazer do relacionamento com Deus, com o próximo, isto é, com as boas ações que fazem diferença no mundo (político-socio-religioso) e conosco!

Sem conhecer o Cristo, ainda que sob o engano da religião ou da descrença, toda manifestação pró-criação, soa para Deus como louvor, porém, privadas do prazer experimental individual, não intermediado por nenhuma instituição, poder ou pessoa!

Jesus ilustra tal realidade falando sobre o filho pródigo. O filho mais velho reclama reconhecimento de sua fidelidade ao Pai, enquanto ao irmão mais novo a festa e a comemoração. Eis a síntese da resposta do Pai:

tudo que é meu é teu, você nunca usufrui de festas e alegrias por causa da sua maneira pragmática de querer me agradar. Eu Sou agradado quando reconhecem que toda a criação é minha, e amo-a por inteiro”



 Escrito por jesse borges às 12h21 [] [envie esta mensagem] []




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