Blog de Jessé Borges


Pedras que matam!!

 

 João tem um relato super interessante na “guerra” que Jesus travava contra os religiosos e a perniciosidade do uso da lei. O v.2 diz que de madrugada estava no templo pra ensinar. O horário chama a atenção mas parece que era comum tal prática, já que o povo tava lá para ouvi-lo. Entretanto,  no v.3 dá-se inicio a um episódio com profundas lições extraídas desse duelo do evangelho de Cristo versos a lei judaica; os religiosos da lei trouxeram perante Jesus uma mulher  que, segundo estes, fora flagrada em adultério. Ora, madrugada, aquela mulher com certeza estava satisfazendo sexualmente alguém, porém é só ela quem é trazida. A religião fez daqueles homens e os de hoje gente capaz de distinquir o erro alheio, independente da condição pessoal, pelo simples e relevante fato de a lei ter sido quebrada, a norma ter sido transgredida! Eis ai um grande equívoco da lei atacada por Jesus; o conceito sobre pecado! Isto é esclarecido por Jesus, quando, após insistirem pra que se pronunciasse sobre a situação da mulher acusada pela lei, o Mestre questiona quem estava isento de pecado dentre os seus acusadores? Quem dentre vocês não terá quebrado um só principio de uma qualquer norma estabelecida? Ou seja, a lei é incapaz de distinguir o fato de estar toda a raça humana nivelada na mesma condição de incapacidade de não errar!  Esse é o primeiro papel do ensino de Cristo contrario à vida religiosa, isto é, o evangelho de Jesus nivela a todas as pessoas como dependentes do olhar misericordioso de Deus. Essa questão é odiada pela religião pois ela

tenta usurpar de Cristo e a novidade do seu evangelho, o elemento nivelador que ele se constitui. Para que pudesse controlar as pessoas, a lei categorizou o pecado, ou seja, classificou o pecado por suas consequencias, aprofundando o juízo quando se tratava da sexualidade. Jesus, abertamente, não deixou-se intimidar pela visão cruel da lei, tratando o pecado como elemento desequilibrador das relações entre os homens, não distinquindo-o pela forma ou consequencia, mas pela sua capacidade de obstruir um relacionamento. A lei trazia atitudes pedagógicas a partir da sua acusação, como se o erro alheio pudesse endireitar o outro. A mulher em questão, por exemplo, foi colocada no “meio de todos” diz o texto (v.3), uma prática da acusação.Tal perversidade costuma acompanhar um cinismo clássico dos religiosos acusadores, pois seus pecados pessoais nessa hora lhes sobe a mente, porém o que se pode ver é a rubresa dos semblantes impassivos diante da acusada. Jesus discortina essa maldade da lei, ao desafiar os algozes a desferir a primeira pedra, aquele cujo a mente não estivesse sendo acusado pela condição semelhante da mulher, ainda que não na mesma prática. Daí estabelece Cristo o amor como o elemento que melhor trata o pecado ou qualquer desvio na relação entre os homens; por amor a condição de vida daquela mulher, e porque não dizer, daqueles homens na prática de uma vida de artificialidade, é atingida! Cristo finca o AMOR como único juíz! Por amor, a mulher e os presentes, são desafiados a examinar suas condições de relacionamento com os seus próximos; por amor, a capacidade de julgar, condenar e matar inerente a lei, dá lugar à oportunidade, a reflexão, a reconciliação. Por amor, a cena armada pra humilhar e ferir, é transformada no cenário da verdadeira vitória nas relações entre os homens, a saber, o perdão!! A lei é fria e cruel, pois não leva em conta que ignorar que somos todos limitados é desiquilibrar os relacionamentos! Há quem possa suportar não comer dois dias, porém outro, por motivos justos e diversos, não conseguem!  Por amor ao próximo e a vida, quem suporta não comer não é maior ou melhor que o que não suporta, mas ambos são nivelados pela incapacidade de serem iguais!! Que lindo papel o evangelho de Jesus veio estabelecer! A religião nunca suportou tal princípio, e mesmo de maneira fraudulenta, usando o nome do Cristo, homens perversos usando a liderança das religiões, em todo tempo, buscam subtrair da beleza do ensino de Jesus, a  simplória capacidade de amar, por ser o meu próximo igual a mim, na essencia e composição! A lei e a religião são como cavalo e o freio na sua boca. Jesus e seu amor está para a humanidade como a única relação capaz de proporcionar o acordo! É possível imaginar a cena daqueles homens abrindo suas mãos e deixando cair as pedras da morte, e voltando para a reflexão de suas vidas, descobrindo o quanto de mal a religião promovia através da prática ignorante de seus princípios! Quem sabe, voltando ao abraço da esposa traida, aos braços dos filhos agredidos, ao cumprimento do vizinho xingado, ao pedido de perdão aquele que houvera agredido na rua, enfim, um só principio do amor do evangelho, quantos beneficios trouxera àquela cena!!! Não só a mulher é atingida pela misericórdia e amor de Jesus, mas aqueles homens acusadores e a platéia que já pela madrugada tem a oportunidade de abrir mão de toda forma de juízo e dar um passo objetivo para restabelecimento dos relacionamento com base no amor!!    (João 8:1-11)

 

JESSÉ BORGES



 Escrito por jesse borges às 19h34 [] [envie esta mensagem] []




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